Estudo ABCD & PwC

A Nova Fronteira do Crédito no Brasil – Setembro de 2019

Nos últimos cinco anos, modelos de negócios fortemente alavancados pela tecnologia avançaram com velocidade no segmento de serviços financeiros em todo o mundo e também no Brasil. Especificamente no mercado de crédito, essas iniciativas trouxeram expectativa de mais inovação e eficiência para o consumidor brasileiro, tão ávido por melhores produtos e serviços a custos mais baixos.

Iniciado por um pequeno grupo de empreendedores visionários, esse movimento rapidamente ganhou corpo, impulsionado não só pelas enormes oportunidades a serem exploradas, mas também por mudanças no ambiente local de negócios. A principal delas talvez tenha sido a postura do Banco  Central de adotar normas para incentivar o desenvolvimento dessas empresas, buscando tornar o mercado mais competitivo, eficiente, inclusivo e capaz de gerar benefícios econômicos e sociais para o país.

Outra mudança importante foi de natureza macroeconômica. Quando criamos a ABCD em 2016 com o propósito de fortalecer a representação de um grupo ainda pequeno, a taxa básica de juros da economia (Selic) era de 14,25% ao ano; hoje está em 6% e pode cair ainda mais. O investidor, antes bem remunerado para financiar o endividamento do governo, começou a buscar alternativas para alocar seu capital.

Aumentaram os recursos disponíveis para fomentar a criatividade e a inovação. A oportunidade substitui gradualmente a necessidade como um dos principais fatores de impulso à atuação do empreendedor brasileiro.

Nesse contexto, a ABCD entendeu que poderia contribuir para a evolução do mercado apoiando a realização deste primeiro raio-x das fintechs de crédito brasileiras, que, entre outras informações, traz dados sobre o perfil dessas empresas, características de operação e suas fontes de financiamento.

Com este  conteúdo, esperamos não só lançar luz sobre a importância desses jovens empreendimentos para a saúde do ecossistema de crédito brasileiro, como também alimentar o debate sobre os desafios que a sociedade precisa vencer para ter acesso a um mercado mais competitivo, eficiente e justo.

Boa leitura !